Levantamento contínuo da Caliber mostra como o público brasileiro avalia 40 das maiores empresas listadas na B3 como possíveis empregadoras, e quem conquistou o topo da lista em 2026
Em resumo: O Estudo de Atratividade Empregadora da Caliber mede, de forma contínua, o quanto o público brasileiro consideraria trabalhar em 40 das maiores empresas da B3, a bolsa de valores brasileira. Em 2026, Ambev lidera com 75%, seguida por Rede D’Or e Klabin, que subiu 10 pontos e entrou no top 3.
O Ranking de Atratividade Empregadora da Caliber 2026 aponta a Ambev como a empresa mais atrativa para trabalhar no Brasil, com 75% dos respondentes informados afirmando ser muito provável considerá-la um possível empregador (alta de 6 pontos percentuais em relação a 2025). Na sequência, aparecem Rede D’Or, com 74% (alta de 6 pontos), e Klabin, que saltou 10 pontos e entrou pela primeira vez no top 3, também com 74%.
O ranking reúne 40 das maiores e mais conhecidas empresas listadas na B3 (Brasil, Bolsa, Balcão) e se baseia em 10.799 respostas representativas da população brasileira, coletadas diariamente pela Real-Time Tracker (RTT), a plataforma proprietária de monitoramento de reputação da Caliber. Diferentemente de pesquisas pontuais, o indicador acompanha a evolução das percepções sobre marcas empregadoras ao longo do ano. Isso torna a fotografia de 2026 mais robusta do que um retrato único.
O que é o Estudo de Atratividade Empregadora da Caliber
O indicador de atratividade empregadora corresponde ao percentual do público informado (pessoas familiarizadas com a empresa avaliada) que afirma ser muito provável considerá-la um possível lugar para trabalhar. Essa parcela do público responde, em uma escala de 1 a 7, à probabilidade de trabalhar na empresa; o indicador soma quem deu nota 6 ou 7.
Os dados de 2026 vêm de 10.799 respostas representativas da população brasileira sobre marcas empregadoras, coletadas diariamente entre janeiro e julho pelo Real-Time Tracker (RTT) – plataforma proprietária da Caliber. Os resultados podem ser detalhados por idade, sexo, localização geográfica e ocupação: isso permite às empresas monitoradas entender não só a nota geral, mas quem exatamente forma sua reputação como empregadora.
Esse recorte brasileiro integra um monitoramento bem mais amplo: globalmente, a Caliber acompanha continuamente mais de 5.400 empresas em mais de 40 segmentos de mercado e bolsas de valores ao redor do mundo, com equipes na América Latina, América do Norte, Europa e China. No Brasil, a atratividade empregadora é medida especificamente sobre o universo das 40 maiores empresas listadas na B3.
Por que a atratividade empregadora importa
A fatia do público informado que consideraria trabalhar em uma empresa é um indicador antecedente da capacidade de atrair, contratar e reter talentos. Uma nota alta amplia o funil de candidatos, reduz o custo de recrutamento e encurta o tempo de contratação. Uma nota baixa ou em queda costuma sinalizar problemas reputacionais ou culturais que aparecem no mercado de trabalho antes de se manifestarem em outras frentes.
O indicador reflete a percepção do público informado como um todo, não apenas a de candidatos ativos. Por isso, ele também capta a posição da empresa no imaginário coletivo como empregadora: um ativo reputacional que se acumula ao longo do tempo e é difícil de replicar rapidamente pela concorrência.
Top 3 do ranking: quem lidera a atratividade empregadora no Brasil em 2026
A liderança de 2026 tem uma particularidade rara: a Ambev combina a nota mais alta do ranking (75%) com uma das maiores familiaridades entre as 40 empresas monitoradas (75% do público diz conhecer a marca). Normalmente, empresas muito conhecidas são avaliadas por um público mais amplo e heterogêneo, o que tende a puxar a nota para baixo. A Ambev sustenta as duas pontas ao mesmo tempo.
Rede D’Or aparece em segundo lugar, com 74% (alta de 6 pontos frente a 2025), mas com familiaridade bem mais baixa, de 29%: um público menor e mais informado tende a avaliar melhor a empresa que conhece. Klabin fecha o pódio com o maior salto do top 3 (10 pontos percentuais, de 64% para 74%) e familiaridade de 21%.

Fora do pódio, vale registrar outro destaque do levantamento: entre as empresas de menor familiaridade (abaixo de 15%), a Motiva (antiga CCR) teve a maior alta validada do ranking, com 18 pontos percentuais, saindo de 54% para 72%.
Como interpretar a familiaridade no ranking
A Caliber separa, em uma lista à parte, as empresas com familiaridade abaixo de 15%: é o caso da própria Motiva, além de Axia Energia (antiga Eletrobras), Via, Vibra, ENGIE e AES Brasil/Auren. São companhias que atuam em setores menos visíveis ao público geral ou têm modelo de negócio B2B e, por isso, tendem a ser avaliadas por uma fatia menor e mais próxima do universo corporativo, o que pode inflar a nota de atratividade em relação a empresas mais conhecidas.
Isso não invalida o resultado, mas muda a leitura: quanto menor a familiaridade, mais a nota reflete a opinião de um público especializado, e não da população em geral. Por isso, a Caliber recomenda olhar sempre as duas métricas juntas (atratividade e familiaridade) e tratar variações pequenas, dentro da margem de erro, como tendência, não como mudança confirmada.
O que os dados sinalizam para comunicação e marca empregadora
Para times de comunicação, marketing e gestão de reputação, o ranking funciona como um termômetro de como a marca é percebida por quem pode, no futuro, decidir trabalhar (ou não) na empresa. Como o RTT monitora a percepção de forma contínua, é possível identificar rapidamente se uma mudança na atratividade está associada a um evento específico (uma crise, um anúncio, uma mudança de liderança) ou se representa uma tendência mais estrutural.
Isso torna o indicador um insumo direto para decisões de posicionamento e para a construção de employer branding baseada em dados, não apenas em percepção interna.
É um levantamento contínuo que mede o percentual do público brasileiro informado sobre cada empresa que a consideraria um possível empregador. A edição de 2026 cobre 40 das maiores empresas listadas na B3, com base em 10.799 respostas coletadas entre janeiro e julho.
Apenas quem afirma conhecer a empresa responde, em uma escala de 1 a 7, à probabilidade de considerá-la um lugar para trabalhar. O indicador é o percentual de respostas 6 ou 7 dentro desse público informado.
A atratividade mede a disposição de trabalhar com a marca empregadora entre quem já a conhece; familiaridade mede quantas pessoas, no total, dizem conhecer a empresa. Uma nota de atratividade alta com familiaridade baixa indica que a avaliação parte de um público menor e mais próximo do universo corporativo.
Porque têm familiaridade abaixo de 15%, geralmente companhias de setores menos visíveis ao público geral ou com modelo B2B. A Caliber as trata à parte porque sua nota de atratividade tende a refletir a opinião de um público mais restrito e especializado.
Em monitoramento contínuo. Os dados de 2026 foram coletados diariamente, entre janeiro e julho, o que permite acompanhar altas, quedas e mudanças persistentes ao longo do ano, e não apenas uma fotografia pontual das marcas empregadoras.





