Ir para o conteúdo

Confira o índice de Confiança e Admiração sobre o 3° Trimestre de 2025

Group Caliber logo
  • Serviços
  • Cases
  • Scan
  • Blog
  • Sobre nós
  • Contato
  • Serviços
  • Cases
  • Scan
  • Blog
  • Sobre nós
  • Contato
Login
  • Serviços
  • Cases
  • Scan
  • Blog
  • Sobre nós
  • Contato
  • Serviços
  • Cases
  • Scan
  • Blog
  • Sobre nós
  • Contato

Entrevista: Andrea Janér, CEO da plataforma de tendências e inovação Oxygen

  • 24/01/2026
  • Patricia Albuquerque
Tempo de leitura: 7 minutos

Nossa conversa com Andrea Janér, CEO da Oxygen e co-host do podcast Duplo Clique, funciona como uma espécie de mapa para marcas que tentam se orientar em um ambiente marcado por ambiguidade, aceleração tecnológica e sobreposição de crises. Com a experiência de quem fundou e lidera a primeira plataforma por assinatura do Brasil dedicada a tendências e inovação, Andrea propõe um olhar que vai além do curto prazo e convida empresas a pensarem 2026 como um ponto de inflexão — em que riscos e oportunidades caminham lado a lado. 

Ao longo da entrevista, ela lista ameaças centrais, como a erosão da confiança causada pela desinformação e pelos deepfakes, a instabilidade geopolítica e a fragmentação do consumidor; ao mesmo tempo em que aponta caminhos promissores. A reputação emerge como estratégia — não como consequência — em um mundo no qual algoritmos, IA e múltiplos canais passam a atuar como curadores da confiança. Temas como hiperpersonalização responsável, governança ética de dados, sustentabilidade comprovável e narrativas autenticamente humanas atravessam a conversa como vetores decisivos para a construção de valor.

Mais do que um diagnóstico de tendências, a entrevista conecta foresight à gestão concreta da reputação corporativa. Andrea mostra como leitura de sinais, curadoria qualificada e storytelling consistente funcionam como sistemas de alerta precoce e instrumentos de proteção do capital reputacional. Em tempos de fadiga digital, policrise e escrutínio permanente, reputação deixa de ser discurso e passa a ser prática contínua, ancorada em coerência, preparação e humanidade. Confira a troca na íntegra abaixo.

“O equilíbrio entre métricas e humanidade é o desafio central da gestão de reputação na era digital, e a resposta está na governança ética dos dados.”

Você tem uma expertise única para a curadoria de informação, a identificação de sinais e a conexão de ideias. Enquanto especialista em strategic foresight, por favor liste cinco riscos e cinco oportunidades aos quais marcas devem estar atentas em 2026?

Em 2026, as marcas devem navegar em um cenário ambíguo, onde grandes riscos e oportunidades transformadoras coexistem. É a capacidade de antecipar e se adaptar a essas forças que vai definir quem serão os líderes no futuro.

Principais Riscos:

  • Erosão da Confiança pela Desinformação: A sofisticação da IA generativa potencializa a criação de deepfakes e notícias falsas, tornando as marcas vulneráveis a golpes e boicotes que minam a confiança do consumidor.
  • Instabilidade Geopolítica e Desglobalização: Conflitos e políticas protecionistas crescentes geram incerteza, impactando cadeias de suprimentos, custos e o acesso a mercados internacionais.
  • Fadiga Digital e a Busca pela Desconexão: Consumidores, esgotados pelo excesso de estímulos, estão buscando ativamente se desconectar, o que reduz a eficácia de estratégias de marketing puramente digitais e exige novas formas de engajamento.
  • Risco Regulatório e de Governança de IA: A evolução da inteligência artificial avança mais rapidamente que a criação de leis. Empresas que adotarem a tecnologia sem uma governança clara de dados e ética correm riscos legais e reputacionais.
  • Fragmentação do Consumidor: O conceito de “consumidor médio” está desaparecendo. A crescente desigualdade econômica polariza o mercado entre o low-cost e o premium, tornando difícil para marcas que atuam no meio-termo se manterem relevantes.

Principais Oportunidades:

  • IA como Parceira Criativa e de Hiperpersonalização: Utilizar a IA não apenas para automação, mas como uma ferramenta para criar experiências de marca hiperpersonalizadas e em tempo real, ajustando a comunicação ao contexto de cada usuário.
  • Reputação como Estratégia Multicanal: Em um mundo onde a IA atua como curadora de reputação, marcas que constroem autoridade em múltiplos canais (imprensa, artigos técnicos, comunidades) se tornarão fontes confiáveis para os algoritmos e, consequentemente, para os consumidores.
  • Narrativas de Autenticidade e Conexão Humana: Em resposta à fadiga digital, há uma valorização de conteúdos autênticos e que geram conexão emocional. Autores estão filmando seu processo de escrita e postando nas redes para “provar” que são eles próprios que escrevem. Marcas que investem em storytelling verdadeiro e humanizado, envolvendo colaboradores e microinfluenciadores, construirão uma lealdade mais profunda.
  • Sustentabilidade e Propósito como Fator Decisivo: A sustentabilidade deixou de ser um discurso para se tornar um critério de escolha. Empresas que conseguem comprovar suas práticas de impacto positivo (ambiental, social e de governança) ganharão a preferência (e a confiança) de consumidores, investidores e talentos.
  • Economia da Experiência e “Escapismo”: Em um contexto de estresse generalizado, os consumidores buscam refúgio em experiências, sejam elas digitais ou físicas. Marcas que oferecem momentos de evasão e conexão emocional criam laços mais fortes e memoráveis.

Em um mundo em que crises múltiplas se sobrepõem, o que diferencia as marcas que conseguem proteger e fortalecer sua reputação? E como a leitura de tendências pode se tornar uma ferramenta concreta para mitigar riscos reputacionais?

O que diferencia as marcas resilientes é a preparação proativa. Em vez de apenas reagir a crises, elas as antecipam. A reputação hoje não é construída em campanhas, mas na consistência entre o que a marca diz, faz e como ela se prepara para o inesperado. As marcas que se destacam são aquelas que possuem um plano de gestão de crise, que passa por formar um comitê experiente e ter um plano claro para responder de forma rápida, transparente e assertiva, evitando o silêncio ou respostas defensivas. Essas marcas também monitoram a percepção em tempo real com ferramentas de escuta social para detectar sinais de alerta, como mudanças no sentimento do público ou o início de uma narrativa negativa. E por fim, valorizam as pessoas, preparando seus times de forma contínua para lidar com situações ambíguas, investindo em treinamentos, manuais, simulações e outras iniciativas. 

A leitura de tendências é a ferramenta que torna essa mitigação de riscos concreta. Ela funciona como um sistema de alerta precoce, permitindo que a empresa:

  • Mapeie vulnerabilidades futuras: Ao analisar tendências sociais, tecnológicas e geopolíticas, uma marca pode identificar onde sua reputação estará mais vulnerável. Por exemplo, a tendência de desinformação com IA exige que a marca invista em estratégias de verificação e comunicação direta com seus clientes.
  • Adapte a narrativa de forma relevante: Entender as mudanças culturais e comportamentais (como a fadiga digital ou a valorização da sustentabilidade) permite que a marca ajuste sua comunicação para ser sempre relevante e autêntica, evitando uma comunicação desconectada do zeitgeist.
  • Inove com Responsabilidade: A leitura de tendências não serve apenas para identificar riscos, mas também oportunidades de inovação. Ao antecipar, por exemplo, os debates sobre ética em IA, uma empresa pode desenvolver seus produtos e políticas de forma responsável, transformando um potencial risco em um diferencial competitivo.

A Oxygen nasceu como uma plataforma de conteúdo e hoje se consolidou como um hub de foresight e inovação. Como você enxerga o papel da curadoria e da narrativa na construção de confiança e admiração de marca em tempos de desinformação e fadiga digital?

A curadoria e a narrativa deixaram de ser ferramentas de marketing para se tornarem pilares centrais da construção de confiança. O consumidor não busca mais informação, ele busca clareza. Nesse cenário, o papel da curadoria e da narrativa é duplo:

  • A curadoria como um filtro de confiança: Em um oceano de conteúdo, a curadoria funciona como um farol. Ao selecionar, organizar e contextualizar informações relevantes, uma marca como a Oxygen não está apenas entregando conteúdo, mas oferecendo um serviço de validação. Nós pesquisamos, filtramos o ruído e trazemos o que realmente importa. Isso gera uma imensa economia de tempo e carga cognitiva para o consumidor, que passa a ver a marca como uma autoridade e uma fonte confiável. Em um ecossistema digital poluído, ser um curador de qualidade é um ato de respeito pelo tempo e pela inteligência do público.
  • A narrativa como conexão humana: Se a curadoria organiza a informação, a narrativa lhe dá alma. Diante da fadiga causada por interações digitais frias e impessoais, as pessoas anseiam por conexões emocionais e autênticas. Uma narrativa bem construída transforma dados e tendências em histórias com as quais o público pode se identificar. Ela conecta o propósito da marca aos valores e desafios de seus clientes, mostrando que, por trás dos relatórios e análises, existem pessoas que entendem suas dores e aspirações. O storytelling eficaz não vende um serviço, ele convida o público a fazer parte de uma jornada, construindo admiração e lealdade que vão muito além do transacional.

Juntas, curadoria e narrativa criam um ecossistema de confiança: a curadoria estabelece a credibilidade e a narrativa constrói o relacionamento. Para uma marca como a Oxygen, isso significa ser, ao mesmo tempo, a fonte mais inteligente e a voz mais humana em seu setor.

Os relatórios da Caliber apontam que a reputação corporativa depende cada vez mais da coerência entre propósito, prática e percepção. Em um contexto data-driven, como as empresas podem equilibrar métricas e humanidade para sustentar uma boa gestão da reputação corporativa?

O equilíbrio entre métricas e humanidade é o desafio central da gestão de reputação na era digital, e a resposta está na governança ética dos dados. As empresas podem alcançá-lo tratando os dados não como um fim em si mesmos, mas como uma ferramenta para compreender e servir melhor as pessoas, sempre com um profundo respeito por sua privacidade e dignidade. Isso se manifesta em três áreas principais:

  • Métricas com Propósito e Governança Ética: Em vez de focar em “métricas de vaidade” (curtidas, seguidores), as empresas devem priorizar dados que reflitam o impacto humano de suas ações. Isso significa medir a qualidade do relacionamento com o cliente, o nível de confiança, o bem-estar dos colaboradores e o impacto real de suas iniciativas de sustentabilidade. Fundamentalmente, isso exige uma governança de dados que vá além da conformidade com a lei (como a LGPD), estabelecendo um código de ética claro sobre quais dados são coletados, por que são coletados e como são utilizados. O dado, sozinho, é frio; ele só ganha significado quando interpretado com contexto humano e usado para reforçar o propósito da empresa de forma responsável.
  • Liderança Empática e Responsável: Os líderes de hoje precisam ser “biculturais”: fluentes em dados e em humanidade. Eles devem ter a capacidade de mergulhar em um dashboard de performance e, na mesma reunião, discutir o impacto de uma decisão na saúde mental de suas equipes ou as implicações éticas de um novo algoritmo. A gestão humanizada não abre mão de resultados; ela os potencializa ao entender que equipes engajadas, seguras e alinhadas a um propósito claro performam melhor. A liderança se torna a guardiã da ética de dados, garantindo que a busca por eficiência nunca comprometa a privacidade e a confiança dos stakeholders.
  • Tecnologia a Serviço da Experiência Humana (e Segura): A tecnologia, especialmente a IA, deve ser usada para personalizar e humanizar a experiência, não para desumanizá-la. Em um contexto data-driven, isso significa usar dados para oferecer soluções mais relevantes e ágeis, mas sempre de forma transparente e com o consentimento do usuário. O equilíbrio está em usar a automação para otimizar processos, liberando as pessoas para o que fazem de melhor – criar, conectar e resolver problemas complexos com empatia -, enquanto se garante que a tecnologia protege a privacidade do cliente como um pilar inegociável da experiência. A proteção de dados deixa de ser uma obrigação legal para se tornar um diferencial de marca e uma prova de respeito.

Em suma, o equilíbrio não está em escolher entre métricas e humanidade, mas em usar as métricas para aprimorar a humanidade da marca de forma ética. A reputação sustentável nasce quando os dados confirmam a história que a empresa conta e a experiência segura e respeitosa que as pessoas (clientes e colaboradores) realmente vivem.

A gestão de crise corporativa exige coordenação, transparência e entendimento claro do papel de cada ator. Em crises setoriais, por exemplo, alinhar discurso entre empresas e entidades representativas é essencial. Dessa forma, a comunicação evita ruídos, oportunismos e conflitos desnecessários.


Esse é um espaço democrático e as opiniões expressadas não refletem necessariamente a posição da Caliber sobre o tema.

Quer saber mais sobre os serviços oferecidos pela Caliber ?

Acesse

Outras entrevistas de interesse:

Entrevista: Andrea Janér, CEO da plataforma de tendências e inovação Oxygen

Viviane Perinotto, head de Comunicação Corporativa da Itaúsa, em registro institucional para entrevista sobre reputação, governança e transparência.

Entrevista: Viviane Perinotto, head de Comunicação Corporativa da Itaúsa

Paulo Sampaio fala sobre reputação e liderança na comunicação corporativa

Entrevista: Paulo Sampaio, executivo de Comunicação e Relações Públicas com passagens por Natura, Citibank e Itaú Unibanco

Márcia Esteves, presidente da Abap, em entrevista sobre publicidade, reputação e inovação — foto de Arthur Nobre

Entrevista: Marcia Esteves, presidente da Abap (Espaço de Articulação Coletiva do Ecossistema Publicitário)

Lia Rizzo, editora de ESG e Diversidade da revista Exame, entrevistada pela Caliber sobre reputação corporativa e sustentabilidade.

Entrevista: Lia Rizzo, editora de ESG e Diversidade da revista Exame

Hamilton dos Santos, diretor-executivo da Aberje, durante entrevista sobre reputação e comunicação corporativa

Entrevista: Hamilton dos Santos, diretor-executivo da Aberje (Associação Brasileira de Comunicação Empresarial)

Consultoria internacional especializada em reputação corporativa.

Institucional

  • Home
  • Cases
  • Blog
  • Sobre nós
  • Contato
  • Caliber Insights
  • Home
  • Cases
  • Blog
  • Sobre nós
  • Contato
  • Caliber Insights

Produtos e serviços

  • Gestão integrada da reputação
  • Avaliação reputacional de personalidades
  • Projetos de reputação adhoc
  • Diagnóstico Social para reputação
  • Governança em reputação
  • Análise contextual e leitura sensível
  • Caliber Scan
  • Gestão integrada da reputação
  • Avaliação reputacional de personalidades
  • Projetos de reputação adhoc
  • Diagnóstico Social para reputação
  • Governança em reputação
  • Análise contextual e leitura sensível
  • Caliber Scan
Linkedin-in Youtube

Inscreva-se na nossa newsletter e receba conteúdos exclusivos sobre o universo da reputação

© 2024 Caliber Brasil | Marca registrada. Todos os direitos reservados

Política de Privacidade

Política de Cookies

Feito com WP360 by StrazzaPROJECT